Saúde


Estado de SP tem 148 mortes por febre amarela e 401 casos da doença desde 2017


Data: 30/03/2018

Na capital, número de contágios subiu de 8 para 11 e, pela 1ª vez, foi registrado um caso na Zona Sul. Foram 6 mortos na capital.

A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo divulgou nesta sexta-feira (30) que chegou a 148 o número de mortes por febre amarela silvestre no estado desde 2017, de um total de 401 casos autóctones (adquiridos no local) de contágio da doença. 

Só na capital paulista, o número de contágios subiu de 8 para 11. Pela primeira vez foi registrado um caso autóctone na Zona Sul, em Parelheiros. Todos os outros casos haviam sido na Zona Norte. A capital soma seis mortes. No caso de febre amarela de Parelheiros, o paciente de 72 anos está em tratamento. 

Na capital, a campanha de vacinação contra a doença foi estendida e prossegue neste sábado (31), quando parte das unidades de saúde está aberta para atender aqueles que ainda não se imunizaram. Ao todo, 70 postos atenderão a demanda no sábado.

Não há casos de febre amarela urbana no Brasil desde 1942.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, a pasta tenta identificar, junto aos municípios, as pessoas não vacinadas durante a campanha de imunização contra febre amarela realizada em 54 municípios paulistas, definidos com base em critérios epidemiológicos.

De acordo com a pasta, até o momento, 7,3 milhões de pessoas foram vacinadas contra a doença. Especificamente na campanha, foram vacinadas 5,3 milhões de pessoas, o que representa 57,4% do público-alvo.

Balanço nacional

Nesta terça-feira (27), o Ministério da Saúde informou que, desde julho de 2017 até aquele dia, o Brasil apresentou 1131 casos de febre amarela, sendo que 338 pessoas morreram devido à doença. Com o número, a letalidade da doença no balanço nacional é de 29,8%. Todos esses casos confirmados pelo Ministério da Saúde ocorreram no Sudeste e no Distrito Federal.

Entre julho de 2016 e a mesma semana de 2017, o país havia registrado 660 casos da doença e 210 mortes. Isso representa uma alta de 71,3% e 60%, respectivamente.

Fonte: G1